quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Uma interpretação bíblica do baralho - Diocese de Toledo

Um jovem soldado estava sozinho em seu barracão em uma manhã de domingo. Estava quieto naquele dia, as armas e morteiros, por algum motivo, não fizeram barulho. O jovem soldado sabia que era domingo, o mais santo dia da semana. Enquanto ele estava sentado lá, ele pegou um velho baralho de cartas e colocou-o no beliche.
Nesse momento, o sargento entrou e perguntou: "Por que você não está com o resto do pelotão?"
respondeu: “Pensei em ficar para trás e passar algum tempo com o Senhor.”
O Sargent disse: "parece que você vai jogar cartas. "

O soldado disse: “Não, senhor, veja você, já que não temos permissão para ter Bíblias ou outros livros espirituais neste país, decidi conversar com o Senhor estudando esse baralho de cartas. ”O sargento perguntou em descrença: "Como você fará isso?"
O soldado respondeu: "Bem, sargento ...
O ás nos lembra que existe apenas um Deus verdadeiro.
O Dois representa as duas partes da Bíblia, Antigo e Novo Testamento.
O Três representa a Trindade - o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
O Quatro representa os quatro escritores do evangelho: Mateus, Marcos, Lucas e João.
O Cinco é para as cinco virgens; havia dez, mas apenas cinco foram glorificadas.
O Seis é pelos seis dias que Deus levou para criar os Céus e a Terra.
O Sete é para o dia em que Deus descansou depois de trabalhar seis dias.
Oito é para Noé e sua esposa, seus três filhos e esposas, que Deus salvou do dilúvio que cobriu a terra.
O nove lembra os nove leprosos que Jesus purificou da lepra; ele limpou dez, mas nove nunca agradeceram.
O Dez representa os Dez Mandamentos que Deus entregou a Moisés em tábuas de pedra.
O Valete é um lembrete de Satanás. Um dos primeiros anjos de Deus, mas ele foi expulso do céu por seus caminhos astutos e perversos, sendo agora o Coringa do inferno eterno.
A rainha representa a Virgem Maria.
O Rei representa Jesus, pois ele é o Rei de todos os Reis.


Há um total de 52 cartas em um baralho, cada uma representa uma semana, 52 semanas a cada ano para oferecer oração e ação de graças.
Os quatro naipes, paus, espadas, copas e diamantes representam os quatro estações: primavera, verão, outono e inverno, cada um sinal visível da presença de Deus esplendor.
Cada naipe tem treze cartas, a quantidade de semanas em cada temporada.
Então, quando eu quero falar com Deus e agradecer a ele, eu simplesmente puxo esse velho baralho
de cartas e isso me lembra tudo pelo que tenho que agradecer.”

O Sargent ficou parado ali e depois de um minuto, com lágrimas nos olhos e dor no coração, ele disse: “Soldado, pode me emprestar esse baralho de cartas?"

Traduzido de um texto da Diocese de Toledo (Católica-Romana), em Ohio (EUA), pelo revdo. Morôni Azevedo de Vasconcellos.


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O Dia Nacional de Ação de Graças

O Dia Nacional de Ação de Graças
É muito comum ouvirmos falar em filmes e séries americanos sobre o “Dia de Ação de Graças”, porém pouco sabemos dele e menos ainda sabemos que é uma data CÍVICA brasileira, pouco difundida e que possui um significado muito importante para os dias atuais:
A idéia de transformar o "Dia de Ação de Graças" em acontecimento unversal nasceu de um brasileiro, Joaquim Nabuco, quando Embaixador do Brasil em Washington.

Em 1909, na Catedral de São Patrício, ao final da primeira Missa Pan-Americana, que celebrava o "Dia de Ação de Graças", o Embaixador brasileiro formulou publicamente o seguinte voto: "Eu quisera que toda a humanidade se unisse, no mesmo dia, para um agradecimento universal a Deus".

O diplomata brasileiro soube expressar em sua idéia todo o conhecimento que tinha sobre a população de seu país, baseado em seu passado histórico, firmando sempre, desde as origens, nas tradições cristãs do respeito à liberdade e aos direitos humanos, na proibição constitucional das guerras, na busca de solução dos conflitos sem derramamento de sangue, enfim, um país voltado para a paz.

No Brasil, o "Dia Nacional de Ação de Graças" foi instituído por meio da Lei nº 781, de 17 de agosto de 1949, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra.*
Atualmente, o Dia de Ação de Graças praticamente foi esquecido no Brasil, sendo lembrado basicamente em algumas igrejas que contaram com grande presença de missionários norte-americanos (anglicanos**, presbiterianos, batistas, …). Até mesmo a Black Friday (dia de grandes promoções nas lojas para queimar o estoque de Ação de Graças e abrir caminho para as vendas de Natal) se popularizou no Brasil e o Dia de Ação de Graças não.
Sabendo da importância do sentimento de gratidão, da necessidade de sermos gratos ao SADU pelas bençãos derramadas em nossas vidas, bem como sermos gratos uns aos outros pois todos os seres humanos não são capazes de sobreviver sozinhos, precisamos sempre do apoio uns dos outros (nossas vestes, nossas casas, nossa eletricidade, nosso alimento, nossa segurança, ... são garantidas por inúmeras pessoas que nem conhecemos), dependemos na natureza também (mesmo que o homem urbano tenha se esquecido disso, o homem do campo sabe a importância do regime de chuvas, das questões climáticas e etc).
Muitos psicólogos recomendam que se trabalhe a valorização da vida, considerando os crescentes casos de depressão, automutilação e suicídio. Recordarmos o sentimentos de gratidão, recordarmos os inúmeros motivos para agradecer e que muitas vezes nem percebemos é extremamente necessário, sendo uma necessidade não apenas no campo da ética/moral ou da espiritualidade, mas também uma necessidade de saúde pública.























O famoso quadro “Mãos em Oração” possui uma bela história de gratidão e foi adotado como símbolo do Comitê de Resgate do Dia de Ação de graças.
“Por volta de 1490, dois jovens amigos, Albrecht Dürer e Franz Knigstein, queriam ser artistas, mas estavam enfrentando muitas dificuldades. Por serem pobres, eles trabalhavam para sustentar-se, enquanto aprendiam a pintar quadros.

O trabalho tomava grande parte do tempo deles e, por conseguinte, o progresso nos estudos era lento. Um dia, chegaram a um acordo: tirariam a sorte, e aquele que perdesse trabalharia para sustentar os estudos do outro. Albrecht foi o vencedor e continuou a estudar, enquanto Franz trabalhava em um serviço pesado. Pelo acordo, quando Albrecht se tornasse famoso, sustentaria Franz nos estudos.
Albrecht partiu para as cidades da Europa para concluir os estudos. Hoje, o mundo todo sabe que ele não tinha apenas talento; era um gênio. Quando ficou famoso, ele voltou para cumprir sua parte no acordo com Franz. Logo a seguir, porém, Albrecht constatou o preço enorme que Franz havia pago. Por ter trabalhado com as mãos executando tarefas pesadas para sustentar o amigo, Franz ficou com os dedos rígidos e tortos. Suas mãos, antes esguias e sensíveis, estavam arruinadas para sempre. Ele não podia mais realizar as delicadas pinceladas necessárias para produzir uma bela pintura. Apesar de não poder concretizar seus sonhos artísticos, ele não se tornou uma pessoa amargurada. Ao contrário, alegrou-se com o sucesso do amigo.
Um dia, Dürer encontrou Franz casualmente e o viu ajoelhado, com as mãos retorcidas em atitude de oração, suplicando silenciosamente pelo sucesso do amigo, embora ele próprio não pudesse mais ser um artista. Albrecht Dürer, o grande gênio, fez um esboço rápido das mãos de seu fiel amigo e, mais tarde, completou a magnífica obra-prima conhecida como As mãos em Oração.” ***
Referências:
** Livro de Oração Comum (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil)
*** https://radio93.com.br/eraumavez/a-historia-das-maos-em-oracao/


Trabalho apresentado na Loja Maçônica Fé, Esperança e Caridade - 4344 (GOB-RJ), no dia 28/11/19 (Ação de Graças).